Mais uma convenção partidária marca o cenário político para as eleições presidenciais deste ano. Neste domingo (26), o PSD realizou sua convenção nacional, em São Paulo, oficializando a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República.
Candidato do PSD à Presidência,
Ronaldo Caiado (à dir.), ao lado do vice
na chapa e presidente do partido,
Gilberto Kassab, na convenção nacional
do partido - Eduardo Knapp -
26.jul.2026/Folhapress
Ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que compõe a chapa como candidato a vice-presidente, Caiado afirmou que pretende apresentar uma alternativa aos dois nomes que lideram as pesquisas de intenção de voto, buscando se consolidar como uma terceira via na disputa eleitoral.
Durante entrevista antes do início do evento, o presidenciável criticou o ambiente de polarização política no país. Segundo ele, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm priorizado confrontos políticos em vez de discutir os principais desafios nacionais.
Caiado afirmou que o presidente Lula estaria provocando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto, do outro lado, haveria ataques direcionados a autoridades brasileiras. Para o candidato, o país vive um momento de desgaste institucional e de descrença por parte da população.
O ex-governador classificou a eleição presidencial como uma das mais importantes da história recente do Brasil e defendeu que o debate eleitoral seja voltado para propostas e soluções para os problemas enfrentados pelos brasileiros.
Questionado sobre um eventual segundo turno, Caiado preferiu não declarar apoio antecipado a nenhum dos candidatos. Também afirmou acreditar que Lula preferiria enfrentar Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa final.
De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (24), Caiado aparece com 4% das intenções de voto, em empate técnico com Romeu Zema (Novo), que registra 3%, e Renan Santos (Missão), também com 3%. Na liderança da corrida presidencial aparecem Lula, com 40%, e Flávio Bolsonaro, com 32%.
Fonte: Folha de S.Paulo.
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