No caso da Caixa, a instituição afirma que pretende solucionar o impasse por meio de negociação com os bancários e não deve recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para instaurar um dissídio coletivo, alternativa que havia sido considerada anteriormente.
O principal ponto de divergência está relacionado ao Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. O sistema enfrenta dificuldades financeiras, e a empresa propôs mudanças na forma de custeio que não foram aceitas pelos trabalhadores.
O que está em negociação
De acordo com a Folha de S.Paulo, a Caixa ampliou de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha de pagamento destinado ao custeio do Saúde Caixa a partir de 2027.
A proposta mantém o chamado pacto intergeracional e o convênio previsto no acordo coletivo de trabalho. Também não está prevista cobrança diferenciada de acordo com a faixa etária dos empregados.
Em comunicado, a Caixa declarou que "segue empenhada na construção de uma solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira".
Como ficam os clientes durante a greve
Apesar da paralisação dos trabalhadores, os clientes da Caixa continuam tendo acesso a diversos serviços por meio dos canais digitais e eletrônicos do banco.
Pagamentos de boletos e outras obrigações financeiras, entretanto, continuam sendo responsabilidade dos clientes. A orientação é não deixar contas vencerem por causa da greve e utilizar, quando possível, aplicativo, internet banking, caixas eletrônicos e demais canais digitais disponibilizados pela instituição.
Serviços relacionados ao FGTS também podem ser realizados por meios digitais em diversas situações.
Operações envolvendo financiamento imobiliário, por outro lado, podem sofrer atrasos caso dependam de atendimento presencial, análise documental ou outras etapas que estejam sendo afetadas pela paralisação.
Greve também atinge os Correios
Além da Caixa, os Correios permanecem em greve. O caso deverá ser analisado pelo Tribunal Superior do Trabalho nesta quinta-feira (24).
Segundo a reportagem da Folha de S.Paulo, o plano de saúde também é o principal ponto de conflito entre os empregados e a empresa pública.
A situação dos Correios é considerada mais delicada em razão das dificuldades financeiras enfrentadas pela estatal e da concorrência crescente no mercado de entregas, incluindo operações de grandes plataformas de comércio eletrônico.
Situação nesta quarta-feira
Até o momento, a Caixa mantém a estratégia de buscar um acordo diretamente com os trabalhadores, sem levar a disputa ao TST.
Para os clientes, a principal recomendação é utilizar os canais digitais disponíveis e manter o pagamento de contas em dia, evitando que a paralisação provoque juros, multas ou outros encargos.
Fonte: Folha de S.Paulo.
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