Movimentos foram registrados em mercados internacionais na noite de domingo; cotação do dólar futuro não corresponde ao dólar comercial negociado no Brasil.
O dólar futuro chegou ao equivalente a R$ 5,51, enquanto o ETF EWZ, que reúne ações brasileiras e é negociado nos Estados Unidos, caía 17,75% no chamado overnight. A movimentação ocorreu após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial deste domingo (25), segundo reportagem publicada pelo UOL.
Às 22h43, horário de Brasília, o EWZ era negociado a US$ 35,03, ante US$ 42,59 no fechamento de sexta-feira. Já na Bolsa de Tóquio, um fundo que acompanha o Ibovespa recuava 14,37%, para 280 ienes, às 22h40.
No mercado futuro da CME, em Chicago, o real chegou a cair 9,97%, levando o dólar a um valor equivalente a R$ 5,56 em um contrato com vencimento em novembro. Em outro registro, realizado às 21h04, a cotação equivalia a R$ 5,5127 por dólar.
Cotação não é a do dólar comercial
Os valores divulgados são de contratos negociados no mercado futuro internacional e não representam a cotação do dólar comercial no Brasil. Esse mercado permite que investidores se posicionem antes da abertura dos negócios brasileiros.
O UOL informou que a reação nos mercados internacionais antecipa uma possível correção nos preços dos ativos brasileiros. A reportagem também destacou que parte dos analistas esperava uma valorização dos ativos caso Flávio Bolsonaro (PL) vencesse a eleição, após o desempenho do candidato no primeiro turno.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 98,27% das seções apuradas, Lula tinha 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% de Flávio Bolsonaro. A diferença, de 4,25 milhões de votos, já não poderia ser revertida naquele momento, de acordo com a publicação.
Analista prevê volatilidade
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, afirmou ao UOL que a mudança no resultado esperado pelo mercado pode levar investidores a rever posições e provocar oscilações na Bolsa, no câmbio e nos juros futuros. Ele também apontou a possibilidade de pressão sobre os títulos públicos brasileiros.
A Suno avalia que o próximo governo poderá adotar medidas de contenção de gastos menos intensas do que as esperadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A instituição projeta crescimento de aproximadamente 1,3% para a economia brasileira em 2027, mas prevê inflação mais persistente e menos espaço para cortes da taxa básica de juros.
Sung também avaliou que o dólar poderia permanecer próximo de R$ 5,40 em 2027. Segundo ele, o desempenho dos mercados dependerá das medidas econômicas anunciadas pelo governo.
Fonte: reportagem do UOL, publicada em 25 de outubro de 2026.
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