De acordo com informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, a investigação foi conduzida com base na chamada Seção 301 da legislação comercial americana, mecanismo utilizado para apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos.
Segundo o USTR, o Brasil mantém políticas e práticas comerciais que, na avaliação do governo americano, são consideradas injustas. Como resposta, o órgão sugeriu a criação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
A decisão final, no entanto, caberá ao presidente Donald Trump. Antes disso, o USTR abrirá uma consulta pública para receber sugestões e manifestações do setor privado americano. O relatório definitivo deverá ser publicado até o dia 15 de julho de 2026.
Em comunicado oficial, o representante comercial dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer, afirmou que a investigação foi iniciada por determinação do presidente Trump para tratar de preocupações comerciais consideradas antigas e persistentes.
Greer também destacou que houve diversas reuniões entre representantes dos governos americano e brasileiro ao longo do último ano, incluindo conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes de sua equipe ministerial.
Apesar das negociações, o representante americano afirmou que permanecem divergências significativas entre os dois países sobre os pontos investigados.
A proposta apresentada pelo governo americano prevê exceções para diversos produtos considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos ou cuja produção interna é insuficiente.
Entre os itens que poderão ficar fora da cobrança adicional estão carne bovina, castanha-do-pará, castanha de caju, coco, banana, manga, mamão, abacaxi, laranja, limão e outras frutas tropicais exportadas pelo Brasil.
A proposta surge em um momento de aumento das tensões diplomáticas e comerciais entre os dois países. A decisão preliminar também ocorre após recentes medidas adotadas pelo governo americano relacionadas ao combate ao crime organizado transnacional e ao fortalecimento de sua política comercial externa.
Caso seja confirmada pela Casa Branca, a nova tarifa de 25% poderá impactar diversos setores da economia brasileira que dependem das exportações para os Estados Unidos. O governo americano afirma que continuará dialogando com o Brasil até a conclusão do processo, prevista para julho de 2026.
Fonte: Folha de S.Paulo.

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