Quero fazer uma observação importante sobre o debate envolvendo a mudança do nome da Escola Castelo Branco.
Após a publicação da nova Lei Municipal nº 4.125/2026, que trata da denominação e alteração de nomes de prédios públicos, entendo que a participação popular passa a ter ainda mais relevância nesse processo.
A própria lei destaca princípios como a participação popular, a preservação da memória local e a identidade comunitária. E diante da grande repercussão que esse tema tem gerado, com manifestações de pais, alunos, professores, servidores e ex-alunos, acredito que a melhor solução seria a realização de uma consulta pública junto à comunidade escolar.
Não se trata de impor uma posição ou defender um resultado específico. Trata-se de ouvir aqueles que construíram a história da escola e que convivem diariamente com sua realidade.
Se a maioria entender que o nome deve permanecer, essa vontade deve ser respeitada. Se a maioria entender que a mudança é necessária, essa decisão também ganhará legitimidade por ter sido construída de forma democrática.
O que não parece razoável é uma decisão dessa importância ser tomada sem que a comunidade diretamente envolvida tenha a oportunidade de se manifestar.
Quando um tema gera tanta mobilização e desperta tantos sentimentos, ouvir a população deixa de ser apenas uma opção política e passa a ser um gesto de respeito à democracia e à história da própria instituição.
Por isso, continuo defendendo que a consulta à comunidade escolar seria o caminho mais justo, transparente e democrático para essa discussão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário