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| A empresária Roberta Luchsinger, durante entrevista à Folha - Marlene Bergamo/Folhapress |
Segundo a reportagem, a investigação da Polícia Federal apura um suposto esquema que teria realizado descontos não autorizados em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024, causando prejuízos estimados em mais de R$ 6 bilhões aos beneficiários do INSS.
O principal investigado é o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Durante as apurações, a PF identificou transferências financeiras de uma empresa ligada ao investigado para uma companhia de Roberta Luchsinger, totalizando aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Ainda de acordo com a Folha de S.Paulo, uma mensagem apreendida pelos investigadores mostra o momento em que o lobista solicita a transferência de R$ 300 mil para uma empresa registrada em nome da empresária. Ao ser questionado sobre quem seria o destinatário final do dinheiro, ele teria respondido que os recursos seriam destinados ao "filho do rapaz".
A partir dessa conversa, a Polícia Federal passou a investigar se a referência seria a Fábio Luís Lula da Silva e se ele teria alguma ligação não declarada com os negócios investigados.
Roberta Luchsinger nega qualquer irregularidade. Conforme relatado pela Folha de S.Paulo, a empresária afirma estar sendo criminalizada por sua amizade com o filho do presidente da República e sustenta que não participou de qualquer esquema ilegal.
Até o momento, não há acusação formal contra Luchsinger ou contra Fábio Luís Lula da Silva no âmbito da investigação.
A Operação Sem Desconto ganhou repercussão nacional por investigar descontos considerados irregulares em benefícios previdenciários. O caso também passou a representar um tema de desgaste político para o governo federal, diante da dimensão dos valores supostamente desviados e do impacto sobre aposentados e pensionistas.
As investigações seguem em andamento e os fatos ainda estão sob análise das autoridades competentes.

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