O quarto dia de julgamento do goleiro Bruno Fernandes de Souza terminou por volta das 20h30 desta quarta-feira após o jogador responder as perguntas feitas pelos jurados. Ele se contradisse em alguns momentos e deu respostas que poderão complicar sua defesa. O júri será retomado na manhã de quinta (7).
Bruno é acusado de envolvimento no desaparecimento e morte de sua ex-amante Eliza Samudio, em junho de 2010. A ex-mulher do jogador, Dayanne Souza, também é ré no processo e foi ouvida ontem. Ela é acusada de participar do sequestro e cárcere privado do filho de Eliza com o atleta.
Pela primeira vez desde o desaparecimento de Eliza, em junho de 2010, Bruno admitiu hoje que ela está morta, mas negou que tenha participado ou ordenado o crime. Ele acusou o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, pelo crime e seu ex-assessor Luiz Henrique Romão, o Macarrão, de ter ajudado.
Na reta final do depoimento do jogador, que começou no início da tarde, Bruno foi questionado pela omissão em relação a morte de Eliza. Ele, porém, se confundiu em alguns momentos e deu respostas diferentes.
Na primeira vez que tentava responder, ele afirmou que poderia ter denunciado o assassinato assim que soube dos fatos. "As coisas iam acontecendo na minha frente e eu simplesmente deixando acontecer. Então eu me sinto, de certa forma, culpado", disse.
A juíza então perguntou se ele poderia ter feito algo antes do crime. Bruno não respondeu e disse que nunca imaginou que o assassinato poderia acontecer. Posteriormente, no entanto, ele disse que poderia ter evitado as discussões e agressões de Macarrão a Eliza enquanto estavam no sítio.
Outro ponto que pode ser usado pela Promotoria como uma possível confissão de Bruno no crime de cárcere privado do filho de Eliza foi quando ele confirmou que pediu que o bebê passasse a ser chamado de Ryan Iuri, após o início das investigações policiais em busca de Eliza.


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