Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
Ministros do STF e aliados de Jair Bolsonaro (PL) avaliam que a decisão de Alexandre de Moraes de transferir o ex-presidente para a “Papudinha”, no Complexo da Papuda, pode abrir caminho para uma futura prisão domiciliar.
Embora não haja indicação formal de que o benefício será concedido, integrantes da Corte veem a mudança como um gesto que reduz a pressão em torno das condições de custódia, em meio a pedidos da defesa e preocupações com a saúde de Bolsonaro.
O novo espaço oferece melhores condições, com quarto, banheiro, cozinha, área externa, banho de sol ampliado e equipamentos para fisioterapia.
Nos bastidores, a avaliação é de que a transferência ajuda a esfriar o debate público, enquanto aliados defendem que a domiciliar poderia ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026, para evitar responsabilização por possíveis agravamentos no estado de saúde do ex-presidente.
Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas chegaram a conversar com ministros do STF sobre o tema antes da decisão.
Apesar disso, magistrados próximos a Moraes afirmam que os critérios legais para prisão domiciliar permanecem os mesmos e que qualquer pedido será analisado com base na lei, não em pressões políticas.

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