28 janeiro 2026

Banco Master utilizou para pagamento ao BRB, fundos de empréstimo em atraso e imóveis da família Vorcaro

Destaque na Folha de São Paulo de hoje é que "Master usou fundos com empréstimos em atraso e imóveis da família Vorcaro para pagar BRB"

Rombo no banco estatal por transações com conglomerado de Vorcaro pode ser maior que os R$ 2,6 bi inicialmente calculados

BRB afirma que necessidade de aporte de capital vai considerar todos os efeitos negativos identificados

Brasília - O rombo causado pelo Banco Master no BRB pode ser maior do que os R$ 2,6 bilhões mapeados até o momento pelo Banco Central. Isso porque, ao ressarcir o banco estatal de Brasília, Daniel Vorcaro usou como moeda fundos com créditos inadimplentes (dívidas não pagas ou em atraso), ações que perderam valor e imóveis, que são ativos de menor liquidez.

Em novembro, o Banco Central detectou que R$ 12 bilhões em carteiras de crédito vendidos pelo Master ao BRB eram fraudados e determinou que o valor fosse ressarcido ao banco estatal de Brasília. O BRB informou que havia recuperado cerca de R$ 10 bilhões.

A investigação preliminar conduzida pelo BRB para mapear as perdas com o Master identificou que, nesse montante, estão oito fundos ligados ao banco de Vorcaro. Conforme mostrou a Folha, eles foram repassados ao BRB e hoje fazem parte do conglomerado do banco.

A reportagem identificou que esses fundos investiram em negócios imobiliários ligados à família Vorcaro, têm mais de R$ 800 milhões em créditos inadimplentes, além de papéis da Ambipar, empresa da área de resíduos sólidos que está em recuperação judicial.

Procurado, o BRB informou que "qualquer estimativa de necessidade de aporte de capital vai considerar, integralmente, todos os efeitos identificados na avaliação dos fundos e ativos repassados pelo Banco Master".

"Essa avaliação integra a apuração do Banco Central e, também, a investigação independente conduzida pelo escritório Machado e Meyer, que conta com apoio técnico da Kroll", afirmou.

Como a Folha mostrou, o BC já mandou o BRB reservar R$ 2,6 bilhões para cobrir perdas com a fraude provocada pela negociação com o Master.

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