24 janeiro 2026

Centrão articula nos bastidores para esvaziar CPI do Banco Master no Congresso

 

De acordo com a Gazeta do Povo, “Como o Centrão se articula para esvaziar a CPI do Banco Master no Congresso”, mesmo com número suficiente de assinaturas para a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito, a investigação do escândalo envolvendo o Banco Master enfrenta forte resistência nos bastidores do Congresso Nacional.

A articulação é liderada por setores do Centrão, que atuam para adiar, limitar ou até impedir a instalação de uma CPI. O receio, segundo parlamentares, é que uma investigação aprofundada exponha uma ampla rede de relações políticas e jurídicas ligadas ao fundador e CEO do banco, Daniel Vorcaro.

Embora haja apoio formal à apuração entre deputados e senadores de diferentes espectros políticos — incluindo oposição, integrantes do próprio Centrão e até aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — a disputa deixou de ser pela coleta de assinaturas, já concluída, e passou a se concentrar no controle do tempo, do escopo e do impacto político das investigações.

Atualmente, existem três requerimentos prontos para CPIs: um na Câmara dos Deputados, outro no Senado Federal e um terceiro para uma comissão mista entre as duas Casas. No entanto, o simples fato de atingir o número mínimo de assinaturas não obriga a instalação imediata das comissões. Os presidentes da Câmara e do Senado não têm prazo regimental para dar andamento aos pedidos, o que abre espaço para acordos políticos que mantêm as CPIs paralisadas.

No caso das CPIs mistas, o controle é ainda mais sensível. Há precedentes de que a leitura do requerimento em sessão do Congresso Nacional já seria suficiente para a instalação da comissão. Assim, a estratégia adotada tem sido postergar indefinidamente a convocação dessas sessões, mantendo a investigação em suspensão.

Nos bastidores, parlamentares admitem que o principal foco de resistência é a chamada “bancada ligada a Daniel Vorcaro”. Antes de ser preso, em novembro, após a deflagração da Operação Compliance Zero, o empresário construiu uma sólida rede de interlocução com lideranças influentes do Congresso, especialmente em partidos do Centrão. Essa articulação é apontada hoje como um dos maiores obstáculos para o avanço da CPI do Banco Master.

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