A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (2) Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Martins foi detido em sua residência, em Ponta Grossa (PR), onde cumpria prisão domiciliar, e encaminhado a um presídio da região.
Segundo a decisão, o ministro entendeu que houve descumprimento de medida cautelar, após acesso ao perfil de Martins no LinkedIn — o que configuraria uso de redes sociais, algo proibido por decisão do STF.
A defesa nega irregularidade e afirma que o ex-assessor não utilizou a plataforma, nem realizou publicações. De acordo com os advogados, o perfil é administrado exclusivamente pela equipe jurídica, com o objetivo de preservar provas, organizar informações e auditar históricos digitais.
“O Defendente não utilizou a plataforma LinkedIn, nem realizou qualquer ato de manifestação pública ou comunicação por meio dela”, afirmou a defesa ao STF.
📌 Fonte: Estadão
Republicação de matéria da CNN, para entendimento 10/10/2025
EUA: Filipe Martins não entrou no país e Moraes usou "registro errôneo"
O U.S. Customs and Border Protection (CBP), órgão de controle de fronteiras dos Estados Unidos, divulgou na noite desta sexta-feira (10) uma nota na qual diz que o ex-assessor internacional da Presidência da República Filipe Martins não entrou no país no dia 30 de dezembro de 2022 e que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes errou.
"A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA anunciou que realizou uma análise completa das evidências disponíveis referentes às alegações de entrada nos Estados Unidos do cidadão brasileiro Filipe Martins em 30 de dezembro de 2022. Após a conclusão da análise, foi determinado que o Sr. Martins não entrou nos EUA naquela data", diz a nota.
Na sequência, afirma que "esta constatação contradiz diretamente as alegações feitas pelo Ministro da Suprema Corte do Brasil, Alexandre de Moraes, um indivíduo que foi recentemente sancionado pelos EUA por suas violações de direitos humanos contra o povo brasileiro".
"Reconhecemos que o Ministro de Moraes citou um registro errôneo para justificar a prisão de meses do Sr. Martins" e que "a inclusão deste registro impreciso nos sistemas oficiais do CBP permanece sob investigação, e o CBP tomará as medidas adequadas para evitar futuras discrepâncias", continua o texto.
"O CBP condena veementemente qualquer uso indevido desta entrada falsa para embasar a condenação ou prisão do Sr. Martins ou de qualquer pessoa. Reafirmamos nossa dedicação em manter a integridade de nossos registros de fronteira e apoiar os princípios de justiça e direitos humanos."
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