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| Governador de São Paulo Tarcísio de Freitas |
Aliados do governador Tarcísio de Freitas avaliam que ele tentou reagir às pressões da direita e demonstrar autonomia política após críticas por ter desmarcado uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O encontro, previsto para a última quinta-feira (22), foi cancelado por Tarcísio sob a justificativa de compromissos em São Paulo. No entanto, a agenda oficial registrava apenas “despachos internos”, o que gerou desconforto entre aliados de Bolsonaro. Ainda no mesmo dia, o governador promoveu mudanças no secretariado, incluindo a Casa Civil estadual.
Diante da repercussão negativa, Tarcísio reafirmou — pela segunda vez em duas semanas — que não pretende disputar a Presidência da República, mantendo apoio ao nome de Flávio Bolsonaro, indicado por Jair Bolsonaro. Antes de remarcar a visita ao ex-presidente, o governador teria conversado com Michelle Bolsonaro, numa tentativa de reduzir tensões.
A decisão de desmarcar a visita foi interpretada por parte dos aliados como um gesto para estabelecer limites na relação com os filhos do ex-presidente. Enquanto isso, lideranças do grupo tentam conter o desgaste e defender a unidade, mesmo com a desconfiança ainda presente sobre o cenário presidencial.
COMENTÁRIO: O sistema e a esquerda trabalham para empurrar Tarcísio à disputa pela Presidência, com um objetivo claro: esvaziar a sucessão em São Paulo. A saída de Tarcísio do Palácio dos Bandeirantes abriria espaço para que a esquerda tente, novamente, conquistar o governo do Estado.
Do outro lado, a direita evita cair nessa armadilha e segue apostando no nome de Flávio Bolsonaro, que permanece sólido no cenário nacional. Embora outros partidos apresentem alternativas, Flávio continua como um dos nomes mais fortes da direita e com chances reais de chegar ao segundo turno.

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