13 janeiro 2026

Tesouro prevê que dívida pública pode chegar a 95% do PIB sem novas receitas

De acordo com a Folha de São Paulo o Tesouro Nacional divulgou nesta segunda-feira (12) que a dívida bruta brasileira pode saltar para 95% do PIB nos próximos dez anos caso o governo continue aumentando gastos fora do arcabouço fiscal sem reforçar a arrecadação.

O alerta vem no Relatório de Projeções Fiscais, que mostrou que a exclusão das despesas com precatórios das regras do arcabouço abriu espaço para que o governo aumente gastos com investimentos e custeio. No entanto, esse alívio contábil também empurra a dívida para cima.

📈 Dois cenários possíveis
Segundo o documento, mesmo se o governo enxugar despesas e conseguir aprovar novas medidas para elevar a arrecadação, a dívida ainda continuará crescendo.
Nesse cenário mais favorável, o endividamento chegaria a 89% do PIB em 2032, caindo apenas para 88% em 2035 — ainda bem acima do patamar atual.

Já no cenário sem novas fontes de receita, o indicador pode atingir 95% do PIB até 2035, um dos maiores percentuais da história recente do país.

🏛️ O que está por trás do avanço
A exclusão dos precatórios — dívidas judiciais da União — das regras do arcabouço permitiu maior liberdade de gastos, mas pressiona o governo a buscar compensações financeiras no futuro.
Segundo o Tesouro, o aumento da dívida revela o tamanho do desafio que governo federal, estados e municípios terão nos próximos anos para equilibrar as contas públicas.

📌 Situação atual
A dívida bruta do governo geral — que inclui União, estados e municípios — terminou 2025 estimada em 79,3% do PIB.
Caso o panorama traçado se confirme, o país pode voltar ao grupo de economias mais endividadas do mundo emergente.

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