Em clima de revolta, um grande grupo de pessoas se reuniu na frente da 74ª Delegacia de Polícia, em Almino Afonso, utilizando faixas, com buzinaço e discursos para protestar e pedir justiça pela morte do jovem Douglas Rebouças. Um dos manifestantes que discursava com palavras fortes na ocasião classificou a ação da polícia como ‘uma tocaia, uma operação mal feita’. ‘Vocês vão sofrer o rigor da lei’, fazendo referência aos policiais que estariam envolvidos na operação, disse o homem que discursava aos presentes no protesto.
Familiares e amigos dão versão diferente da Polícia Civil para explicar as circunstâncias na qual Douglas morreu.
De acordo com pessoas ligadas à vítima, o jovem já havia passado por uma blitz da Polícia Militar momentos antes, sendo abordado e liberado, e ao se deparar com uma segunda barreira, desta vez da Polícia Civil no trevo da pista que liga as cidades de Lucrécia, Frutuoso Gomes e Almino Afonso, Douglas e o primo teriam se assustado e acelerado a moto. Nesse momento, dois disparos teriam sido efetuados. Douglas foi atingido nas costas, caiu em uma ribanceira e morreu no local. O advogado da família nega que os jovens estivessem armados.
Em nota, a Polícia Civil disse que montou o bloqueio após ser acionada para um homicídio ocorrido no centro de Frutuoso Gomes, com informações de que os suspeitos estariam escondidos em uma área de mata. “Por volta de 1h30 da madrugada deste sábado, duas motocicletas se aproximaram do bloqueio policial. Uma delas obedeceu à ordem de parada, enquanto a outra, conduzida por Douglas Rebouças da Silva Cavalcante, avançou contra a barreira e efetuou disparos de arma de fogo contra a equipe“, disse em nota a corporação.
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