De acordo com a Gazeta do Povo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a colocar em pauta a discussão sobre a adoção do voto distrital misto no Brasil.
O modelo, segundo defensores, pode representar uma mudança profunda na forma como elegemos deputados federais, deputados estaduais e vereadores.
📌 Por que mudar o sistema?
Segundo Motta, o voto distrital misto permitiria:
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Fortalecer parlamentares com base eleitoral real, seja territorial ou partidária;
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Estimular o corpo a corpo e a prestação de contas;
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Reduzir a dependência de campanhas milionárias e o risco de financiamento ilegal.
Motta afirma que, como já venceu o prazo para alterar regras das eleições de 2026, a mudança agora poderia ser aprovada com foco no pleito de 2030, evitando pressões de parlamentares preocupados em preservar o modelo no qual foram eleitos.
🧩 Articulação dentro do Congresso
A discussão tem mobilizado nomes influentes do Centrão, como:
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Gilberto Kassab (PSD)
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Marcos Pereira (Republicanos)
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Antônio Rueda (União Brasil)
Esses partidos têm forte presença regional e avaliam que a mudança pode fortalecer legendas, reduzindo o fenômeno dos “puxadores de voto” — candidatos que vencem com votação expressiva e garantem a eleição de colegas com poucos votos.
O relator da proposta na Câmara é o deputado Domingos Neto (PSD-CE), que defende que o modelo “valoriza quem tem trabalho e base política”, acima de influenciadores digitais ou campanhas caras.
⚙️ Como funciona hoje
O sistema atual é o proporcional de lista aberta. O eleitor vota em um candidato ou partido, e:
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Todos os votos são somados à legenda;
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Quanto mais votos o partido recebe, mais vagas ele conquista;
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As cadeiras são preenchidas pelos candidatos mais votados do partido;
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Quando um candidato ultrapassa o número de votos necessários, os chamados excedentes ajudam a eleger outros nomes da mesma sigla.
Por isso, figuras de grande votação acabam puxando nomes menos conhecidos para o Parlamento — fenômeno que o voto distrital misto busca limitar.

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