De acordo com a Folha de São Paulo, o Brasil já deixou de aproveitar cerca de 20% de toda a energia solar e eólica que poderia ter sido produzida em 2025. O desperdício ocorre, principalmente, devido aos cortes na geração durante o dia, quando há excesso de oferta, enquanto à noite o cenário se inverte e o país precisa acionar usinas termelétricas.
Imagem de reprodução, de paineis solares
Segundo a reportagem, a energia não utilizada equivale à produção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte ao longo de dez meses, considerada a segunda maior do país. O problema tem se intensificado nos últimos anos com o crescimento das fontes renováveis, sem que haja, na mesma proporção, investimentos em armazenamento e modernização do sistema.
As interrupções na geração, conhecidas como curtailment, são realizadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para evitar que a oferta supere a demanda. Esse descompasso pode comprometer a estabilidade da rede e até provocar apagões, tornando os cortes uma medida preventiva.
Especialistas ouvidos pela Folha defendem a ampliação de sistemas de armazenamento de energia, como baterias, além da adoção de tarifas diferenciadas por horário. A proposta é estimular o consumo nos períodos de maior geração, ajudando a reduzir o desperdício e a tornar o sistema mais eficiente.
O cenário evidencia a necessidade de planejamento e investimentos para que o Brasil, referência em energia limpa, consiga aproveitar melhor seu potencial renovável e garantir segurança energética para o futuro.
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