A servidora Ana Raquel Gomes da Silva, que atuava há mais de 40 anos no órgão, foi afastada da Gerência de Sistematização de Conteúdos Informacionais (Gecoi), depois de quatro desligamentos registrados recentemente na área de Contas Nacionais. Entre eles, está a saída da coordenadora responsável pela divulgação do PIB, ocorrida na semana passada.
Segundo informações apuradas, a suspeita é de que a exoneração tenha caráter retaliatório, já que a servidora teria denunciado, no ano anterior, o uso de publicações oficiais do instituto para fins de propaganda política.
Na ocasião, servidores da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) divulgaram uma carta criticando comunicados da presidência do IBGE, apontando tom político inadequado, especialmente no periódico “Brasil em Números 2024”. A publicação traz, em seu prefácio, um artigo da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, no qual são destacadas ações de seu governo e elogios à atual gestão do instituto.
A sequência de afastamentos acende o alerta sobre a independência técnica do IBGE e levanta questionamentos sobre possíveis interferências políticas em um órgão fundamental para a produção de dados oficiais do país.
Comentário: Com sucessivas exonerações e suspeitas de interferência política, o IBGE corre o risco de comprometer sua imagem e perder, pouco a pouco, a credibilidade construída ao longo de décadas.

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