De acordo com a Folha de São Paulo, o governo do presidente Lula liberou cerca de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro, registrando o maior valor já pago no início do ano desde o início da série histórica, em 2016.
O montante supera mais que o dobro do liberado no mesmo período de 2025 e ocorre em um ano eleitoral, refletindo o esforço do Planalto para acelerar a liberação de recursos e evitar conflitos com o Congresso Nacional. Os valores pagos correspondem, em sua maioria, a emendas de anos anteriores inscritas como restos a pagar.
Segundo integrantes do governo, a medida busca melhorar a relação com deputados e senadores, após críticas, no ano passado, pela baixa execução das emendas. A situação começou a se normalizar quando o Executivo prometeu executar quase integralmente os recursos previstos para 2025, antecipando pagamentos para 2026.
A liberação também depende do andamento das obras e do cumprimento de exigências de transparência, especialmente após decisões do Supremo Tribunal Federal que condicionaram os repasses à apresentação de dados e planos de trabalho.
Além disso, a Lei de Diretrizes Orçamentárias determina que 65% das emendas individuais e de bancada sejam pagas até junho, antes das eleições de outubro, garantindo recursos às bases eleitorais. Apesar de resistências iniciais, o governo manteve o calendário para evitar uma nova crise política com o Congresso.

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