Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, vai esperar a entrega de um relatório da Polícia Federal antes de definir os próximos passos do inquérito envolvendo o Banco Master. A decisão ocorre logo após o magistrado assumir a relatoria do caso, que antes estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, em meio à crise provocada pelas menções ao nome do magistrado em mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro.
Um dia depois de ser sorteado relator, Mendonça participou de uma reunião com delegados da PF para alinhar procedimentos e entender o estágio atual das investigações. O encontro, que durou cerca de duas horas e meia, contou com integrantes do gabinete do ministro e da equipe policial responsável pelo inquérito. Segundo o Supremo, a conversa teve caráter técnico e buscou dar continuidade ao andamento do processo, agora sob nova condução.
Interlocutores do ministro afirmam que a postura adotada neste primeiro momento será de cautela. A orientação interna é atuar com “serenidade e responsabilidade”, evitando declarações públicas e decisões precipitadas. A expectativa é que, após analisar o material solicitado à PF, Mendonça avalie se o processo deve continuar no STF ou ser remetido à primeira instância, dependendo do alcance das investigações e da presença — ou não — de autoridades com foro privilegiado.
Nos bastidores da Corte, ministros avaliam que a chegada de Mendonça pode ajudar a reduzir a turbulência institucional provocada pela troca de relatoria. O novo relator é visto como mais focado nos aspectos processuais e menos propenso a movimentos que ampliem o desgaste público. O caso, no entanto, segue sensível dentro do tribunal, sobretudo após o vazamento de detalhes da reunião que selou a saída de Toffoli do comando do inquérito.
Com informações do O Globo

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