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| Presidente do STF, o Ministro Edson Fachin |
Segundo informações divulgadas, Fachin já comunicou a alguns colegas que o encontro foi adiado, sem previsão imediata de nova data. A reunião tinha como objetivo alinhar estratégias para colocar em prática normas que reforcem a conduta institucional dos magistrados.
O cancelamento ocorreu poucas horas depois de o ministro Alexandre de Moraes emitir diversos recados contrários à adoção de um novo código. As declarações foram feitas durante a sessão desta quarta-feira (4), na qual foi julgada uma ação que questiona regras para manifestações de juízes nas redes sociais.
Relator do processo, Moraes afirmou em seu voto que a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) “bastam para regrar a magistratura”. Internamente, a fala foi interpretada como uma crítica direta às diretrizes defendidas por Fachin, que havia elevado o Código de Ética à condição de prioridade em sua gestão.
Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio evidencia divergências dentro da Suprema Corte sobre os limites da atuação dos magistrados, especialmente no ambiente digital, e sobre a necessidade — ou não — de novas normas.
O adiamento do encontro sinaliza que o debate ainda está longe de um consenso. Enquanto parte dos ministros defende maior regulamentação para preservar a imagem institucional do Judiciário, outros entendem que as regras atuais já são suficientes.
Diante desse cenário, o tema do Código de Ética tende a continuar no centro das discussões do STF, refletindo não apenas uma disputa administrativa, mas também diferentes visões sobre o papel da magistratura na vida pública brasileira.
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