Vídeo: Reprodução/Metrópoles
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (22), durante coletiva na Índia, que pretende discutir diretamente com Donald Trump o papel dos Estados Unidos na América do Sul e disse que é “preciso dar um paradeiro” nas ameaças feitas pelo norte-americano a outros países. A declaração ocorre após Trump indicar a possibilidade de ataque ao Irã nos próximos dias.
Lula afirmou que quer saber se os EUA pretendem atuar como parceiros ou como agentes de pressão internacional. Segundo ele, a conversa com Trump, prevista para a segunda quinzena de março em Washington, deve tratar de temas estratégicos e da relação bilateral. O encontro foi combinado por telefone, mas ainda não tem data oficial confirmada.
O presidente brasileiro disse acreditar na “química” pessoal como ferramenta de negociação e destacou que prefere o diálogo direto. “Não tem veto, não tem nada proibido na mesa de negociação”, afirmou, ao citar temas como minerais críticos, cooperação econômica e combate ao crime organizado.
Na mesma coletiva, Lula voltou a comentar a homenagem recebida da Acadêmicos de Niterói no Carnaval. Classificou o desfile como “extraordinário”, agradeceu à escola e evitou entrar nas críticas feitas por setores evangélicos à ala intitulada “neoconservadores em conserva”.
A representação gerou reação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que classificaram a encenação como ofensiva. Lula, no entanto, afirmou que apenas aceitou a homenagem e que não interferiu no conteúdo do enredo.
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