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| Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Foto: Banco Master/Divulgação |
Registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que as visitas ocorreram em momentos decisivos, quando o Banco Master enfrentava dificuldades financeiras, tentava recuperar liquidez e negociava uma possível venda ao Banco de Brasília (BRB).
Entre os encontros, houve reuniões com integrantes da cúpula do BC, incluindo o presidente Gabriel Galípolo, além de diretores e membros de comitês estratégicos. As reuniões por videoconferência não foram incluídas no levantamento.
Procurados, nem a defesa de Vorcaro nem o Banco Central se manifestaram sobre os dados.
Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro afirmou que o banco foi fiscalizado, mas que não recebeu alertas sobre o risco de liquidação — argumento central de sua defesa. Já o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, declarou que sua área identificou indícios de fraude e encaminhou rapidamente as informações ao Ministério Público e à PF.
O caso levanta questionamentos sobre a relação entre o banqueiro e o órgão regulador no período que antecedeu o encerramento das atividades do Banco Master, além de reforçar o debate sobre fiscalização e transparência no sistema financeiro.

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