De acordo com a Folha de São Paulo, “FamÃlias comprometem 29% da renda com dÃvidas, maior patamar em 20 anos”.
O alerta está ligado: Segundo dados do Banco Central, as famÃlias estão destinando 29% de toda a renda apenas para pagar dÃvidas, o maior nÃvel registrado nas últimas duas décadas. Desse total, 10,38% vão somente para juros, enquanto 18,81% são usados para quitar o valor principal das dÃvidas.
O cenário fica ainda mais grave quando se observa o aumento da inadimplência. O Ãndice de pessoas que deixaram de pagar suas contas subiu para 6,9%, um salto significativo em relação aos 5,6% registrados no ano anterior.
Na prática, isso significa mais brasileiros com o nome negativado e dificuldade de acesso a crédito.
Especialistas apontam que as modalidades de crédito mais utilizadas pela população de baixa renda são justamente as mais perigosas:
- Cartão de crédito rotativo: inadimplência de impressionantes 63,5%
- Cheque especial: 16,5%
- Cartão parcelado: 13%
Além disso, os juros seguem extremamente elevados:
- Rotativo do cartão: 14,81% ao mês
- Parcelado: 9,43% ao mês
- Cheque especial: 7,52% ao mês
Ou seja, quem entra nesse tipo de crédito dificilmente consegue sair sem acumular dÃvidas ainda maiores.
Mesmo com a taxa Selic em 14,75% ao ano, o volume de crédito continua crescendo:
- Rotativo do cartão: alta de 31,2%
- Cartão parcelado: aumento de 18,3%
- Cheque especial: crescimento de 13,8%
Esse aumento indica que mais brasileiros estão recorrendo ao crédito para fechar as contas do mês.
O avanço do endividamento não afeta apenas as famÃlias — ele também acende um alerta no setor bancário, no comércio e até no cenário polÃtico.
Em um ano eleitoral, a percepção da população sobre a economia pode ser decisiva, e o aumento das dÃvidas pode pesar diretamente no humor do eleitor.

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