23 março 2026

ECONÔMIA - 🚨 Endividamento dispara e já compromete quase 30% da renda das famílias brasileiras

De acordo com a Folha de São Paulo, “Famílias comprometem 29% da renda com dívidas, maior patamar em 20 anos”.

O alerta está ligado: Segundo dados do Banco Central, as famílias estão destinando 29% de toda a renda apenas para pagar dívidas, o maior nível registrado nas últimas duas décadas. Desse total, 10,38% vão somente para juros, enquanto 18,81% são usados para quitar o valor principal das dívidas.

O cenário fica ainda mais grave quando se observa o aumento da inadimplência. O índice de pessoas que deixaram de pagar suas contas subiu para 6,9%, um salto significativo em relação aos 5,6% registrados no ano anterior.

Na prática, isso significa mais brasileiros com o nome negativado e dificuldade de acesso a crédito.

Especialistas apontam que as modalidades de crédito mais utilizadas pela população de baixa renda são justamente as mais perigosas:

  • Cartão de crédito rotativo: inadimplência de impressionantes 63,5%
  • Cheque especial: 16,5%
  • Cartão parcelado: 13%

Além disso, os juros seguem extremamente elevados:

  • Rotativo do cartão: 14,81% ao mês
  • Parcelado: 9,43% ao mês
  • Cheque especial: 7,52% ao mês

Ou seja, quem entra nesse tipo de crédito dificilmente consegue sair sem acumular dívidas ainda maiores.

Mesmo com a taxa Selic em 14,75% ao ano, o volume de crédito continua crescendo:

  • Rotativo do cartão: alta de 31,2%
  • Cartão parcelado: aumento de 18,3%
  • Cheque especial: crescimento de 13,8%

Esse aumento indica que mais brasileiros estão recorrendo ao crédito para fechar as contas do mês.

O avanço do endividamento não afeta apenas as famílias — ele também acende um alerta no setor bancário, no comércio e até no cenário político.

Em um ano eleitoral, a percepção da população sobre a economia pode ser decisiva, e o aumento das dívidas pode pesar diretamente no humor do eleitor.

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