16 maio 2026

MUDANÇA NA PF: Delegado que pediu quebra de sigilo de Lulinha é afastado de inquérito sobre o INSS

Foto: Reprodução

A Polícia Federal promoveu mudanças no comando do inquérito que apura supostos desvios no INSS e que cita o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A alteração ocorreu nesta sexta-feira (15), com a substituição do delegado responsável pelo caso após a transferência da investigação para uma estrutura mais centralizada da corporação.

O fato gerou reação no STF, que buscou explicações sobre a reorganização interna do inquérito.

A PF informou que o inquérito deixou a divisão de crimes previdenciários e passou a ser conduzido pela Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, setor voltado a investigações consideradas mais sensíveis.

Segundo a corporação, a mudança foi feita para “potencializar recursos” e garantir maior eficiência na apuração. O delegado que conduzia o caso foi substituído, embora parte da equipe tenha sido mantida.

A investigação apura suspeitas de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e cita nomes ligados ao esquema sob apuração. Entre eles, está o empresário conhecido como “Careca do INSS”, investigado no âmbito do caso e apontado como peça central em supostos desvios de aposentadorias e benefícios.

Segundo informações do inquérito, também são analisadas movimentações financeiras e relações comerciais envolvendo pessoas ligadas aos investigados.

Pontos da investigação:

  • Mudança de delegacia dentro da PF
  • Transferência do caso para setor superior
  • Apurações sobre esquema no INSS
  • Citações a pessoas ligadas aos investigados
  • Análise de movimentações financeiras

Segundo relatos de bastidores, a mudança no comando teria motivado questionamentos internos e reuniões entre representantes da PF e integrantes do Judiciário. Não há confirmação oficial sobre o teor das conversas.

O caso segue em andamento sob supervisão judicial. As defesas dos investigados negam irregularidades e afirmam que não há elementos que sustentem acusações. A PF afirma que não houve prejuízo às investigações e que a reestruturação busca garantir continuidade e eficiência na apuração.

Fonte > Blog do BG

 


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