23 julho 2026

Lula caminha para recorde de gastos com cartão corporativo da Presidência, aponta levantamento

Lula e a primeira-dama Janja
O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para se tornar o mais caro da história da Presidência da República em despesas com cartões corporativos. A informação é de um levantamento publicado pela Gazeta do Povo, com base em dados oficiais do Portal da Transparência auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo a Gazeta do Povo, os gastos da Presidência da República com cartão corporativo já somam R$ 55,4 milhões no atual mandato. O montante considera valores corrigidos pela inflação e coloca o governo Lula 3 muito próximo de superar os recordes registrados nos dois primeiros mandatos do petista.

De acordo com o levantamento, o ranking histórico de despesas com cartões corporativos da Presidência é o seguinte:

  • Lula 1 (2003–2006): R$ 70 milhões;
  • Lula 2 (2007–2010): R$ 57 milhões;
  • Lula 3 (até abril de 2025): R$ 55,4 milhões;
  • Dilma Rousseff 1: R$ 50 milhões;
  • Jair Bolsonaro: R$ 39 milhões;
  • Michel Temer: R$ 18 milhões;
  • Dilma Rousseff 2: R$ 12 milhões.

Ainda segundo a Gazeta do Povo, restavam aproximadamente 20 meses de execução orçamentária até o fim do mandato, considerando os dados disponíveis no levantamento. Mantido o ritmo médio de cerca de R$ 2 milhões por mês, a estimativa é que o atual governo encerre o mandato com o maior gasto da série histórica desde a criação dos cartões corporativos da Presidência, em 2001.

Além das despesas com cartão corporativo, a reportagem destaca que os gastos do Poder Executivo com diárias e passagens ultrapassam R$ 4,5 bilhões ao longo de três anos e meio de governo. O período também foi marcado por reformas no Palácio da Alvorada e pela renovação de móveis da residência oficial da Presidência, investimentos que reacenderam discussões sobre austeridade nos gastos públicos.

O governo federal sustenta que as despesas estão relacionadas a necessidades operacionais, protocolos de segurança e à recomposição do patrimônio público da Presidência. Já críticos da gestão avaliam que os valores elevados demonstram uma administração com alto nível de gastos e questionam a compatibilidade dessas despesas com o cenário das contas públicas.

Fonte: Matéria publicada pela Gazeta do Povo, com base em dados do Portal da Transparência e do Tribunal de Contas da União (TCU).

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