06 agosto 2026

Lindbergh arrega da acusação, mas Gaspar descarta acordo de retratação: “Vou seguir até o fim”

 

Foto: Geraldo Magela

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência, afirmou nesta quinta-feira (6) que não tem interesse em um acordo com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) para uma possível retratação sobre a acusação de estupro.

O parlamentar nega as acusações e afirma que insistirá em uma ação contra o petista e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) por denunciação caluniosa. O vice de Flávio também representou contra os dois parlamentares no Conselho de Ética da Câmara e do Senado, além da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do STF (Supremo Tribunal Federal).

A informação de que havia uma suspeita de estupro contra o deputado foi levantada durante a CPMI do INSS, da qual Gaspar era relator, por Lindbergh e Soraya, em 28 de março. Na data, Gaspar fazia a leitura do relatório final da comissão. O documento, que mais tarde foi rejeitado pelo colegiado, pediu o indiciamento de ex-ministros, dirigentes de entidades e do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

“Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya”, disse Gaspar.

A possibilidade de uma “pacificação” foi tratada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) com o petista nesta quarta-feira (5), horas após Gaspar ter sido confirmado como vice de Flávio.

O assunto foi tratado por Sóstenes e Lindbergh por telefone, horas após Gaspar ser anunciado como vice, segundo o líder do PL. “Ele me disse que não tem provas contra o Gaspar. É uma acusação muito grave sem prova nenhuma”, disse Sostenes à CNN.

O tema também foi discutido em uma troca de mensagens à qual a CNN teve acesso. Às 18h26, o petista enviou um arquivo no WhatsApp com a proposta de uma nota sobre o caso.

O líder do PL, por sua vez, respondeu que aquele não seria o texto ideal e que ele reacenderia o caso. Segundo apurou a CNN, Lindbergh, em sua declaração, apenas defenderia a investigação por parte da PF (Polícia Federal) e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em nova mensagem, o líder do PT escreve que poderia “dizer que não tem provas”. Sóstenes responde, mais uma vez: “Essa frase resolve tudo”, complementando que, daquela maneira, o assunto estaria “pacificado”.

Com informações da CNN

Fonte > Blog do BG



Nenhum comentário:

Postar um comentário