A Bolsa brasileira acionou o mecanismo de circuit breaker nesta segunda-feira (26), após uma forte queda dos ativos financeiros. A paralisação ocorreu depois do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que, segundo a Folha de S.Paulo, frustrou as expectativas de parte do mercado.
As negociações foram retomadas por volta das 10h45. Às 15h26, o Ibovespa caía 14,77%, aos 174.788 pontos. Na mínima do dia, o índice recuou 17,34%. No mesmo horário, o dólar subia 8,72%, cotado a R$ 5,413, depois de atingir R$ 5,604 na máxima.
O movimento também atingiu os juros futuros. Às 15h27, a taxa DI para janeiro de 2027 avançava para 13,694%, enquanto a taxa para janeiro de 2031 subia para 15,385%. Em meio à turbulência, o Tesouro Nacional cancelou leilões de títulos prefixados e atrelados à inflação previstos para a semana.
Reação do mercado
A Folha informou que a queda reverteu parte da valorização registrada após o primeiro turno, quando havia expectativa de vitória do senador Flávio Bolsonaro. No pregão seguinte à primeira etapa da eleição, o Ibovespa avançou 7,70%, enquanto o dólar recuou 4,11%.
Analistas ouvidos pelo jornal associaram a reação desta segunda-feira à preocupação de investidores com a política fiscal e às incertezas sobre as diretrizes econômicas do próximo governo. A trajetória dos ativos nos próximos meses, segundo a reportagem, dependerá também dos sinais e das medidas adotadas na área fiscal.
Entre as ações que registravam alta no início da tarde estavam as de empresas exportadoras, que podem ser favorecidas pela valorização do dólar. Por volta das 15h32, os papéis da Suzano subiam 11,45%, e os da Vale avançavam 4,93%, conforme os dados publicados pela Folha.
Fonte: reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 26 de outubro de 2026 e atualizada às 15h33.

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