Defesa do presidente afirma que registro atende a uma determinação do ministro Nunes Marques e não significa assumir a administração do canal.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oficializou nesta terça-feira (13) o registro do endereço eletrônico do canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A formalização foi realizada pelo Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP) da Secretaria Judiciária da Corte, após impasses e disputas jurídicas envolvendo decisões de ministros do tribunal.
Defesa diz que registro não significa controle do canal
Após a regularização, a defesa de Lula informou ao TSE que a medida foi adotada para cumprir uma determinação do ministro Kássio Nunes Marques. Segundo os advogados, o registro não significa que a campanha assumiu a administração do canal nem que reconhece que a ferramenta já integrava sua propaganda eleitoral.
A defesa também afirmou que o canal foi criado e é administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e que “não está sob a supervisão direta da campanha”.
Canal tem mais de 4 milhões de inscritos
Coordenado pelo deputado reeleito André Janones, o “Exército do Lula” reúne mais de 4 milhões de inscritos. A ferramenta é utilizada para compartilhar áudios, vídeos e orientações destinadas aos apoiadores do presidente.
O canal passou a ocupar o centro de uma disputa política e judicial durante o segundo turno das eleições. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na corrida presidencial, questionou o uso da ferramenta, alegando a divulgação de conteúdos de desinformação.
A controvérsia se intensificou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral. Posteriormente, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, determinou a regularização formal do canal e a suspensão das atividades até que a situação fosse resolvida.
Fonte: G1
Blog de Currais Novos — Informação e notícia de interesse público.

Nenhum comentário:
Postar um comentário