Diante das graves acusações que pesam sobre Nicolás Maduro, surge a dúvida: o ex-presidente venezuelano poderá receber prisão perpétua ou até mesmo enfrentar pena de morte nos Estados Unidos?
Maduro foi acusado de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas, posse de armas de uso restrito e conspiração contra os Estados Unidos. O julgamento deve ser conduzido pela Justiça de Nova York e iniciou ontem, segunda-feira (5).
Caso seja condenado, ele ficará sujeito à legislação do estado, que prevê prisão perpétua como pena máxima para crimes desse tipo.
Com poucas alternativas legais para aliviar sua situação, Maduro pode considerar um caminho arriscado: negociar um acordo com a Justiça americana, semelhante à delação premiada.
Se optar por cooperar, teria de expor detalhes de operações milionárias ligadas ao narcoterrorismo, incluindo nomes, rotas, financiadores e possíveis beneficiários de dinheiro do tráfico, revelando bastidores do submundo criminal e do que muitos chamam de “dinheiro de sangue”.
Uma reportagem publicada pela revista Crusoé conversou com o jornalista venezuelano e doutor em Ciência Política Gustavo Azócar Alcalá, que acompanha de perto o regime há mais de 20 anos.
Segundo ele, uma eventual delação de Maduro poderia ter impacto explosivo e envolver líderes políticos de diversos países da América Latina — não apenas colaboradores internos do chavismo.
O julgamento promete se tornar um dos mais importantes da história recente da região, com potenciais desdobramentos diplomáticos e políticos que podem atravessar fronteiras.

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