06 janeiro 2026

PL e oposição acusam STF de “tratamento desumano” contra Bolsonaro e prometem recorrer a organismos internacionais

O presidente Jair Bolsonaro (PL)

O clima político em Brasília ganhou um novo capítulo de tensão nesta terça-feira (06), após o Partido Liberal (PL) e a liderança da oposição na Câmara dos Deputados divulgarem nota repudiando a manutenção da prisão fechada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo após ele passar por cirurgias e sofrer uma queda durante a madrugada.

Segundo reportagem da Gazeta do Povo, aliados classificaram a decisão como “vingativa” e “desumana”. A defesa havia solicitado prisão domiciliar no dia 29 de dezembro de 2025, mas o pedido foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Mesmo após o incidente da madrugada, o magistrado manteve Bolsonaro encarcerado e impediu que ele fosse levado imediatamente ao hospital.

“Preocupação humanitária”

Na nota, o PL afirmou que a situação é “incabível” para um homem de 70 anos de idade, com a saúde fragilizada e precisando de cuidados médicos constantes.
O partido lembra ainda que Bolsonaro carrega sequelas da facada sofrida durante a campanha de 2018 — violência que chamou de “atentado político” ainda sob investigação.

Ações internacionais

Parlamentares da oposição afirmam que levarão o caso a entidades internacionais de direitos humanos, denunciando o que veem como abuso de autoridade e perseguição judicial.

Para os aliados, impedir a prisão domiciliar ou o atendimento médico urgente passa do limite jurídico e entra no campo da desumanidade.

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