O governo federal publicou, nesta segunda-feira (12), no Diário Oficial da União, a nova tabela de reajustes do INSS para 2026.
Aposentadorias, pensões e auxílios serão corrigidos em 3,90%, índice calculado com base no INPC acumulado de 2025.
No entanto, o reajuste não será aplicado igualmente para todos os segurados.
De acordo com as regras, quem começou a receber benefício a partir de fevereiro de 2025 terá correções proporcionais, calculadas conforme o mês de concessão.
Um aposentado que passou a receber em dezembro de 2025, por exemplo, terá direito a apenas 0,21% de aumento — diferença significativa em relação ao índice cheio.
Já para quem recebe o salário mínimo, a atualização é automática e unificada.
O piso previdenciário sobe de R$ 1.518 para R$ 1.621, independentemente da data em que o benefício foi concedido.
O teto do INSS foi oficialmente definido em R$ 8.475,55.
📍 Crítica recorrente: aposentadorias sendo empurradas para o mínimo
A divulgação reacende um debate que volta todos os anos:
O sistema de reajustes do INSS protege melhor quem recebe o mínimo e acaba prejudicando quem ganha um pouco acima dele.
A crítica cresce pela percepção de que:
Benefícios superiores ao piso acabam sendo achatados ao longo do tempo, até ficarem próximos do salário mínimo. Mesmo quem contribuiu durante décadas com valores maiores termina recebendo pouco acima do piso nacional — uma equalização para baixo.
Pesquisadores e segurados afirmam que, quando o piso sobe mais rápido e os benefícios acima dele recebem correções menores, a diferença conquistada pelo trabalhador ao longo de sua vida ativa se perde gradualmente.
O resultado é um efeito silencioso, porém constante, que diminui a distância entre o mínimo e o restante das aposentadorias — tornando mais difícil para quem contribuiu mais manter seu poder de compra.
📌 Um desafio que volta todos os anos
A discussão segue aberta:
Como garantir justiça previdenciária em um sistema que, na prática, reduz a diferença entre quem pagou mais e quem pagou menos?
Enquanto o modelo de reajustes continuar pressionando benefícios intermediários para baixo, a sensação de achatamento tende a permanecer — e a insatisfação também.
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