02 fevereiro 2026

Banco Master é citado em investigação sobre operações suspeitas de câmbio

De acordo com a Folha de S.Paulo, o Banco Master, quando ainda operava com o nome de Banco Máxima, realizou cerca de R$ 2,8 bilhões em operações de câmbio para uma empresa investigada por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao grupo Hezbollah.

As transações, que somaram aproximadamente US$ 531 milhões, teriam ocorrido entre 2018 e 2021. Segundo a Polícia Federal, o banco teria descumprido normas de compliance de forma intencional, permitindo movimentações financeiras sem a documentação exigida pelo Banco Central do Brasil.

A investigação envolve a empresa One World Services (OWS), que atuava na venda direta de criptomoedas, sem intermediação de plataformas como a Binance e o Mercado Bitcoin. De acordo com o relatório policial, a OWS teria comprado bitcoins para pessoas condenadas por crimes financeiros.

As operações ocorreram no período em que os serviços de câmbio passaram a ter maior peso no balanço da instituição. Nesse intervalo, o empresário Daniel Vorcaro assumiu o controle do banco, após aprovação do Banco Central em 2019.

Em nota, o Banco Master afirmou que o caso foi tratado em acordo com o Banco Central e que a investigação administrativa foi encerrada. Mesmo assim, o tema segue sendo acompanhado pelas autoridades e levanta questionamentos sobre falhas na fiscalização do sistema financeiro brasileiro.




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