Repercute no mundo o impedimento de Flávio Bolsonaro de falar com o próprio pai
SÃO PAULO, 13 de julho (Reuters) – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, proibiu nesta segunda-feira o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias, alegando descumprimento das condições da prisão domiciliar impostas ao ex-chefe do Executivo.
A proibição se estenderá até pouco depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, o que pode representar um revés para a campanha de Flávio Bolsonaro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um eventual segundo turno poderá ocorrer em 25 de outubro.
Moraes entendeu que uma publicação feita nas redes sociais durante o fim de semana, na qual o senador compartilhou uma carta escrita pelo ex-presidente, violou as condições da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Pelas regras da prisão domiciliar, o ex-presidente está proibido de utilizar redes sociais, telefone celular ou qualquer outro meio telefônico, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.
A carta do ex-presidente foi divulgada em meio a um desentendimento entre o senador Flávio Bolsonaro e sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No texto, Jair Bolsonaro afirma que chegou o momento de "deixar de lado quaisquer diferenças e fazer com que todos se comprometam a apoiar" a candidatura presidencial de seu filho.
Tradução do Jornal Reuters, agência de notícias britânica

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