O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que indicará Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, para disputar a presidência da Casa. A declaração foi feita nesta sexta-feira (30), durante uma transmissão ao vivo, após Flávio deixar o Brasil.
Segundo reportagem da CNN Brasil, Flávio defendeu que o Congresso se torne o principal espaço de oposição ao novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele chamou o Senado de “trincheira” e disse que a eleição de Marinho seria uma forma de resistir às medidas do governo.
Marinho coordenou a campanha presidencial de Flávio e é um dos nomes da direita interessados no comando do Senado. Entre os possíveis concorrentes estão o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
A CNN Brasil informou que Alcolumbre tem discutido a possibilidade de anistia ou indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentando a proposta como parte de uma agenda de pacificação. O atual presidente do Senado também conta com o apoio do governo para tentar permanecer no cargo.
Durante a transmissão, Flávio criticou tentativas de negociação que, segundo ele, usariam a liberdade do pai como instrumento político. O senador deixou o Brasil após perder o segundo turno para Lula e chegou aos Estados Unidos com a família, conforme a reportagem.
A matéria da CNN Brasil também relata que Flávio havia sido intimado, antes da viagem, a entregar os passaportes à Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorreu no contexto de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Flávio nega irregularidades.
Fonte: CNN Brasil.

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