A Bolsa brasileira recuou 17,5% na semana encerrada em 30 de outubro, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi a maior queda semanal desde março de 2020, quando começou a pandemia de Covid-19. No mesmo período, o dólar subiu 9,18%, maior alta semanal desde outubro de 2008.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, com base em levantamento da Elos Ayta e dados da B3, a queda semanal foi a quinta maior desde o início do Plano Real, em 1994. As empresas brasileiras listadas na Bolsa perderam R$ 996,5 bilhões em valor de mercado, conforme dados da plataforma Economatica.
Juros futuros também avançaram
Os contratos de juros futuros subiram durante a semana. A taxa do DI com vencimento em janeiro de 2031 passou de 12,64% para 15,3%, alta de 2,66 pontos percentuais.
A Folha atribuiu a reação negativa, entre outros fatores, ao aumento da preocupação de investidores com a trajetória das contas públicas e as perspectivas para a política econômica do próximo governo. A reportagem também ressalta que a previsibilidade fiscal será um fator importante para o comportamento dos ativos, segundo a analista Bruna Sene, da Rico.
Na segunda-feira (26), após o resultado da eleição, o Ibovespa caiu 13,88%, encerrando o pregão aos 176.608 pontos. A B3 acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de oscilações acentuadas.
O desempenho dos ativos brasileiros contrastou com o de mercados internacionais. Na semana, o índice DXY, que acompanha o dólar diante de seis moedas, avançou 0,15%. Nos Estados Unidos, o S&P 500 caiu 0,57%, a Nasdaq recuou 1,99% e o Dow Jones perdeu 0,85%, segundo a publicação.
Fonte: Folha de S.Paulo, em reportagem publicada em 30 de outubro de 2026.

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