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| Kassio Nunes Marques, que será presidente do TSE durante as eleições de 2026 |
A iniciativa segue uma tendência já adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2025 reinterpretou o Marco Civil da Internet ao estabelecer o chamado “dever de cuidado” das plataformas digitais. Essa mudança rompe com o modelo original da legislação, que condicionava a responsabilização das empresas ao descumprimento de ordens judiciais específicas.
De acordo com a minuta apresentada pelo relator e futuro presidente do TSE, ministro Nunes Marques, conteúdos enquadrados nessas categorias deverão ser monitorados e retirados do ar pelas próprias empresas de tecnologia. A proposta está prevista no artigo 28, parágrafo 4º-A, do texto em discussão.
Na prática, a medida amplia o papel das Big Techs no controle de discursos políticos durante o período eleitoral. Caso as plataformas deixem de agir por iniciativa própria, poderão ser responsabilizadas civil e administrativamente, mesmo sem provocação do Judiciário.

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